terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Violão Di Giorgio Autor 3


Violão Di Giorgio Autor 3


Eis que me chegou as mãos um violão que segundo o ex-dono era um violão antigo...


Pois bem, quando este tirou o violão do carro, de cara pude reparar no headstock (ou cabeça)
entalhada a mão a madeira e ja de pronto o reconheci como um violão Di Giorgio.

Nesta ocasião, o rapaz queria vender 2 violões.. O outro era um Kashima chinesinho, quando indagado sobre o valor total dos dois violões de pronto fechamos negócio. Vim para casa feliz pela boa compra, pois sabia que os violões Di Giorgio geralmente são muito bons.

Em casa pude reparar o ano do violão (1995), mas ainda não tinha reconhecido o modelo... Reparei também no tampo, que ao invés de ser laminado é um tampo sólido, ai ja fiquei ainda mais feliz :)

Comecei então a pesquisa na internet, achei por foto um violão idêntico ao meu, em um site Alemão de violões classicos. O modelo em questão se tratava de um " Di Giorgio Autor 3"  e este estava a venda no mesmo site pelo valor de 600 euros ( aproximadamente 1.800,00 reais !!! ) Putz, ai ja fiquei ainda mais animado rsrsrs. Fui então olhar a etiqueta interna do meu violão, e então pude reconhecer o modelo Autor 3 escrito a mão, junto a uma assinatura de Reinaldo Di Giorgio.
        


O violão estava faltando cordas e com um rastilho bem velho e de plástico, que certamente não era o original.


Durante a limpeza, pode reparar que o nut é de osso, e certamente o rastilho original também era. O violão esta impecável, as unicas coisas que faltam mesmo é o rastilho e as cordas... Então o que me restou a fazer foi comprar as coisas e mãos a obra:


Rastilho de osso, para ser trabalhado e moldado até ficar na medida perfeita para se encaixar no cavalete.




O encordoamento escolhido foi o D´Adarrio  Classic Nylon tensão pesada.



O rastilho ja acertado,  trabalho ja concluido... Agora só restou colocar as cordas novas, polir os trastes e dar uma geral na escala.



Depois este ficou assim, pronto para os primeiros acordes :



De acordo com o pesquisado, este violão se trata de um violão clássico, ideal para tocar em concertos e também os mais variados estilos como MPB, Flamenco e outros tantos.


Detalhes técnicos:

Tampo Sólido : Red Cedar

Faixa e fundo : Jacarandá da Bahia

Braço: Cedro

Cavalete: Jacarandá da Bahia

Mosaico: Importado da Espanha

Escala: Ébano

Espelho: Jacarandá entalhado a mão.

Tarraxas: Menarguez douradas, importadas da Espanha

Trastes : Alpaca

Ratilho e Pestana: Osso verdadeiro

Comprimento total : 100,2 cm.

Comprimento da escala: 42,7 cm.






Detalhes do mosaico:


e do tampo sólido



Detalhes da mão entalhada:


Tarraxas espanholas Menarguez:







Os detalhes do fundo em Jacarandá da Bahia e do braço em cedro, iluminados pelo flash da fotografia:





Um pouco de história:


Em 1908, depois de alguns anos no ofício de luthier, o imigrante italiano Romeo Di Giorgio funda o atelier de violões finos que leva o seu nome. Nascia a Di Giorgio, com um grande futuro pela frente. O grande segredo estava na sonoridade dos instrumentos criados pelo Sr. Di Giorgio. Seus violinos, bandolins, violas e todas as outras verdadeiras obras de arte que criava começaram a criar fama entre os músicos da época. Aos poucos, o que era uma pequena oficina artesanal se transformou numa pequena fábrica de instrumentos musicais acústicos. Sem perder a tradição e a qualidade, o negócio foi passando de pai para filho.

Em 1948, com a morte de seu filho legítimo, Sr.Romeu adotou um jovem funcionário da fábrica por quem tinha grande afeição: Reinaldo Proetti. De aprendiz a sócio da empresa, Reinaldo foi um dos grandes responsáveis pela expansão da Di Giorgio. Nessa época, o violão começou a se disseminar mais intensamente na cultura popular, e nos anos sessenta, com o movimento artístico da Bossa Nova, os violões Di Giorgio ganharam fama internacional nas mãos dos maiores músicos brasileiros. A partir daí, a empresa passou a fabricar exclusivamente violões, consolidando o nome, a qualidade e o esmero da Di Giorgio na arte de criar e produzir aquele que se tornou o instrumento mais tocado do mundo: o violão.

Na década de 50, quando Reinaldo Proetti passou a comandar a empresa, o crescimento da Di Giorgio foi notável. Com a explosão do movimento musical Bossa Nova no Brasil e em todo mundo, Reinaldo decidiu que este seria o foco principal da Di Giorgio: criar, produzir e exportar violões de altíssima qualidade, feitos para os músicos mais exigentes.
Novos modelos foram sendo criados, reconhecidos e utilizados por músicos de todos os estilos, no mundo todo.
Mais tarde na década de 60, quando a empresa voltou-se exclusivamente para os violões, passou então a produzir 1.000 unidades ao mês. Sempre utilizando exclusivamente, as melhores matérias-primas que ajudaram a construir sua fama.

Sediada desde 1985 no município de Franco da Rocha, SP, a Di Giorgio produz violões acústicos e amplificados, é uma das principais fabricantes de violões do mundo.

 ( Fonte: site oficial da Di Giorgio : http://www.digiorgio.com.br )



 Sem duvidas, um instrumento apreciado no mundo inteiro, como um dos melhores violões de sua classe.
















MMXIV-- I--II T.









4 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. bacana estou com um author3 de 1984, otimo som adorei

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Eu sou fã incondicional dos violões da Di Giorgio. Já possuí um violão série estudante N.18 e me arrependi de tê-lo vendido. Hoje tenho um Author 3 novo, comprei recentemente e o som dele é maravilhoso. Depois que li a sua postagem fiquei muito curioso em escutar a qualidade sonora do seu violão Author 3 que deve ser de uma qualidade sonora invejável. Parabéns pela aquisição

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