sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Restauração violão Giannini 1973







Estavamos tocando e conversando entre amigos quando eu começei a tocar meu violão Giannini 1976 customizado ( ler : http://cronicasdomaluco.blogspot.com.br/2013/02/minhas-amadas-guitarras.html ) e  meu chará Guilherme mencionou  que havia um violão antigo parado a muitos  anos em um galpão de sua familia.  Fiquei curioso pois  ele não sabia dizer a marca do violão, disse apenas ser  "antigo"... Particularmente  eu adoro instrumentos e objetos  antigos , e pedi para o amigo trazer o violão para que  eu pudesse analisar melhor e buscar pesquisar mais sobre a tal antiguidade.

Ainda no fim de tarde do mesmo dia, "eis que surge" um violão vermelho e grosso de pó..    Na etiqueta dizia: "Tropicalia"   T.Giannini .S.A  tropicalia II  -  AWS 41 ...


Reparei que havia uns nomes  escritos na etiqueta e perguntei mais sobre, e "Eis que surge" uma história por traz dos nomes escritos...

O violão foi comprado pela  avó de Guilherme, e foi dado para seu pai, que infelizmente não continuou com os  estudos da musica e o violão acabou ficando parado por  algumas décadas. Eu disse que provavelmente poderia  ser do inicio dos  anos 70...


Estava com algumas cordas inteiras e outras arrebentadas, reparei que haviam algumas fissuras na madeira e a escala estava descolando, perguntei mais e soube que as tarraxas  estavam ruins e não seguravam nem um pouco a afinação. Outra coisa interessante  que  eu pude observar foi a ponte móvel (o nome correto é Floating Bridge) como aquelas usadas nos violões archtop.

Ficou combinado que eu iria pesquisar sobre o violão e depois ver o que poderia ser feito.



Pesquisei o modelo no site do fabricante GIANNINI segue o link :
   www.giannini.com.br

Na homepage do site  tem uma aba com o nome institucional / catálogos antigos onde você pode pesquisar alguns  instrumentos ja fabricados pela Giannini Brasil.

Por intuição eu fui direto nos catalogos do inicio dos anos 70, e  então encontrei o tal AWN 41 tropicalia II no CATÁLOGO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS E ELETRÔNICA - 1973 / 1977 GIANNINI.





Nunca tinha visto este modelo antes e fui pesquisar melhor mas não encontrei muita coisa sobre este modelo em especial.

 Infelizmente aqui no Brasil os instrumentos  antigos foram se perdendo com o tempo e até mesmo por descuido. 

 O maior valor seria mesmo o valor histórico e até mesmo colecionavel, pois estamos em uma epoca de colecionismo de instrumentos "Vintage" e vejo pessoas pedindo preços  absurdos em instrumentos nacionais de qualidade razoavel, e as vezes ruim. Raramente  encontramos instrumentos nacionais "excelentes" e em perfeitas condições, ainda  mais se tratando de instrumentos antigos com mais de 20 anos. 

O violão em questão se trata de uma peça de qualidade razoavel, onde seu maior valor é o historico e sentimental para o dono. Pude notar falhas graves de fabricação como marcas de lixa e lima groza na madeira, trastes desnivelados e mal colocados e mal limados a ponto de sobrarem cantos afiados a partir da 12ª casa. Falhas que eu pude corrigir nesta restauração, a quase 4 décadas depois de sua fabricação.

Nos violões pintados, a madeira pode variar muito a sua qualidade, visto que a tinta esconde a madeira por baixo do instrumento. Obviamente que isso é uma tremenda "picaretagem", mas se tratando de instrumentos feitos para iniciantes ou produzidos  em larga escala enfim... Não consigo encontrar outra palavra que não seja picaretagem, e mesmo as mais  afamadas  marcas de instrumentos podem usar deste truque para empregar madeiras de baixa qualidade nos instrumentos, pois fica escondida debaixo da tinta. (isto pode ser assunto de um próximo post).


Neste caso, o catalogo diz: "Construido com madeiras brasileiras selecionadas" , mas não especifica qual o tipo de madeira usada. Eu tenho meus palpites sobre o tipo de madeira que foi usado (basicamente cedro e imbuia) e algumas outras que  não pude identificar. O tampo é um laminado fino, bem como o fundo e faixas.
A escala é pintada de preto, imitando o ébano, mas durante a restauração eu tive que recolar a escala, e a madeira real não é  ébano, é uma madeira de coloração clara, entre o marrom e o amarelo-ouro.


"Reza a lenda" .. Que a Empresa Giannini teria feito a linha Tropicália em homenagem ao movimento TROPICÁLIA no Brasil no final dos anos 60...



Se você não conhece o movimento tropicália, aqui vai um pouco de história :


Tropicalismo ou Movimento tropicalista era um movimento cultural brasileiro que surgiu sob a influência das correntes artísticas de vanguarda e da cultura pop nacional e estrangeira (como o pop-rock e o concretismo); misturou manifestações tradicionais da cultura brasileira a inovações estéticas radicais. Tinha objetivos comportamentais, que encontraram eco em boa parte da sociedade, sob o regime militar, no final da década de 1960. O movimento manifestou-se principalmente na música (cujos maiores representantes foram Caetano Veloso, Gilberto Gil, Torquato Neto, Os Mutantes e Tom Zé); manifestações artísticas diversas, como as artes plásticas (destaque para a figura de Hélio Oiticica), o cinema (o movimento sofreu influências e influenciou o Cinema novo de Gláuber Rocha) e o teatro brasileiro (sobretudo nas peças anárquicas de José Celso Martinez Corrêa). Um dos maiores exemplos do movimento tropicalista foi uma das canções de Caetano Veloso, denominada exatamente de "Tropicália".
 O movimento tropicalista trouxe várias inovações para o cenário cultural brasileiro do final da década de 60. Eles se caracterizavam pelo excesso, roupas coloridas, cabelos compridos e agregavam várias influências musicais. Era uma mistura da cultura brega, do rock inglês dos Beatles, da música erudita, da cultura popular, entre outros. O som da guitarra elétrica convivia com violinos e com o berimbau.


Pesquisado a origem e história, foi decidido a restauração do violão. Decidimos deixar ele original, porém 100% funcional e corrigir pequenos detalhes e erros de construção além de danos causados pelo tempo.

Eis como o violão chegou até as minhas  mãos :








Muitos  anos de esquecimento em um galpão...







Fotos internas do violão. Note que foi flagrado um pedaço de palito de fósforo e muita sujeira.





Nesta outra foto, pode notar um ninho de aranha marrom.. Tomar cuidado ao manusear coisas antigas, nunca  sabemos  as surpresas que nos aguardam . Ai só tinha um ninho, mas ja não havia mais aranha nenhuma.



 Pó, teia de aranha e sujeira !!!




Aqui ja um trabalho de limpeza









 Observe o mal estado das peças devido a  ação do tempo




A escala estava horrivel, e os trastes foram pintados na fabrica, estavam grosseiramente lixados e não uniformes.




 O cordal enferrujado e solto















A escala descolada







DEPOIS DE HORAS DE TRABALHO E MUITA  DEDICAÇÃO :
"Eis que ressurge"







A escala foi  re-colada no lugar e os trastes retificados, mas sem perder a originalidade.









Quanto ao som..  Inexplicavel...  So mesmo tocando um violão de 40 anos para saber. Muito legal.















Irmãos de fabrica :















O formato da caixa acustica é quase o mesmo, porém o meu é levemente mais largo o tampo, para ser mais exato é uma diferença de 5,2mm, alem das madeiras totalmente distintas  entre um modelo e outro.











   ANTES E DEPOIS :


































segunda-feira, 9 de setembro de 2013

ATO XXXII : Palavras nunca escritas








A FUMAÇA DESTA NOITE

SE FOI  DIFICIL TOCAR E NÃO VER.

ACIMA UM BRILHO OCASIONAL

BELA NOITE DE SOL.



A  LUA DO MEIO DIA

SE FOI DIFICIL SABER E NÃO VER

ABAIXO UMA ESCURIDÃO PROPOSITAL.



UM RAIO DIRETO, RETO, PERFEITO

PARADOXO SUSPEITO ...



O VENTO DENTRO DA CAIXA FECHADA

SE FOI DIFICIL ESQUECER E NÃO VER.

UNIÃO DO IMPOSSIVEL

SOBRE TEXTO INFINITO

PALAVRAS NUNCA ESCRITAS

IDEALIZAÇÕES SEM IDÉIAS.


E VOLTOU PARA A TERRA

E DA TERRA NUNCA SAIU,


DIRETO E RETO... EM UM ESPAÇO VAZIO.

SE FOI DIFICIL LER E NÃO ENTENDER...




PALAVRAS NUNCA ESCRITAS...


















quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O BRASIL NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL




 Desde sempre, gostei de histórias de guerra.

Quando criança, lembro me ter visitado um museu aqui em Curitiba, onde pude observar; tanque de guerra, avião, armas, bombas...

Fiquei fascinado, anos depois eu tive a oportunidade de conhecer um - Ex Combatente da FEB - Sr. Fernando, que contava histórias incriveis da guerra.

Passado um tempo retornei a este museu no qual eu visitei  quando criança : Museu do Expedicionário - Curitiba- PR.  E fiquei mais uma vez maravilhado com toda aquela história, e resolvi trazer isso para compartilhar com os leitores do blog.











Infelizmente é proibido fotografar dentro do museu, mas eu consegui belas fotos atravez da internet, na qual selecionei varias para enriquecer esta postagem. Apresentarei também algumas outras fotos de outros museus da FEB espalhados pelo vasto territorio nacional. Mas antes, vou contar um pouco sobre a participação do Brasil na segunda grande guerra mundial:




O BRASIL NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Durante o Estado Novo (1937 – 1945), o governo brasileiro viveu a instalação de um regime ditatorial comandado por Getúlio Vargas. Nesse mesmo período, as grandes potências mundiais entraram em confronto na Segunda Guerra, onde observamos a cisão entre os países totalitários (Alemanha, Japão e Itália) e as nações democráticas (Estados Unidos, França e Inglaterra). Ao longo do conflito, cada um desses grupos em confronto buscou apoio político-militar de outras nações aliadas.

Com relação à Segunda Guerra Mundial, a situação do Brasil se mostrava completamente indefinida. Ao mesmo tempo em que Vargas contraía empréstimos com os Estados Unidos, comandava um governo próximo aos ditames experimentados pelo totalitarismo nazi-fascista. Dessa maneira, as autoridades norte-americanas viam com preocupação a possibilidade de o Brasil apoiar os nazistas cedendo pontos estratégicos que poderiam, por exemplo, garantir a vitória do Eixo no continente africano.

A preocupação norte-americana, em pouco tempo, proporcionou a Getúlio Vargas a liberação de um empréstimo de 20 milhões de dólares para a construção da Usina de Volta Redonda. No ano seguinte, os Estados Unidos entraram nos campos de batalha da Segunda Guerra e, com isso, pressionou politicamente para que o Brasil entrasse com suas tropas ao seu lado. Pouco tempo depois, o afundamento de navegações brasileiras por submarinos alemães gerou vários protestos contra as forças nazistas.

Dessa maneira, Getúlio Vargas declarou guerra contra os italianos e alemães em agosto de 1942. Politicamente, o país buscava ampliar seu prestígio junto ao EUA e reforçar sua aliança política com os militares. No ano de 1943, foi organizada a Força Expedicionária Brasileira (FEB), destacamento militar que lutava na Segunda Guerra Mundial. Somente quase um ano depois as tropas começaram a ser enviadas, inclusive com o auxílio da Força Aérea Brasileira (FAB).

A principal ação militar brasileira aconteceu principalmente na organização da campanha da Itália, onde os brasileiros foram para o combate ao lado das forças estadunidenses. Nesse breve período de tempo, mais de 25 mil soldados brasileiros foram enviados para a Europa. Apesar de entrarem em conflito com forças nazistas de segunda linha, o desempenho da FEB e da FAB foi considerado satisfatório, com a perda de 943 homens.





FEB:
FORÇA EXPEDICIORIA BRASILEIRA


A Força Expedicionária Brasileira, conhecida pela sigla FEB, foi a força militar brasileira de 25.334 homens que foi responsável pela participação brasileira ao lado dos Aliados na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Constituída inicialmente por uma divisão de infantaria, acabou por abranger todas as forças militares brasileiras que participaram do conflito. Adotou como lema "A cobra está fumando", em alusão ao que se dizia à época que era "mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra" .



Quando o Brasil finalmente declarou guerra aos países do Eixo não estava nada preparado para enviar combatentes para a batalha. O exército brasileiro dispunha de equipamentos militares sucateados e combatentes despreparados. Somente em 1944, no dia 2 de julho, que militares brasileiros, chamados pracinhas, tomaram ruma à Europa. Após algum tempo no Rio de Janeiro em treinamento, o contingente militar foi dividido entre os militares que ficariam defendendo a capital federal e os militares que iriam combater nos campos de batalha europeus.

A Força Expedicionária Brasileira, FEB, saiu do Brasil sob o comando do general João Batista Mascarenhas de Morais com destino à Nápoles. Tendo desembarcado no território italiano, a FEB foi anexada ao 4º Corpo do Exército dos Estados Unidos, que era comandada pelo general Willis D. Crittenberger e submetido ao general Mark Clark, onde receberam alimentos, roupas e armamentos para a guerra. Os recursos da tropa brasileira eram muito escassos e velhos, tiveram ainda de receber novo treinamento e armamento para só então iniciar campanhas.

A FEB era constituída por uma divisão de infantaria composta por 25.334 membros e tinha como lema “A cobra está fumando”. A primeira campanha da FEB se deu em setembro de 1944 no norte da cidade de Lucca, onde obteve as primeiras vitórias e tomou Massarosa, Camaiore e Monte Prano. Os primeiros problemas da FEB se deram em outubro com as batalhas em Barga. Mas a infantaria brasileira fez muito sucesso com seu desenvolvimento e conquistas na guerra, foi designada para tomar o monte Castello sozinha e por isso teve derrotas no final de tal mês.
O comandante brasileiro sugeriu então uma operação conjunta com o V Exército dos Estados Unidos, que foi nomeada de Operação Encore, na qual avançaram juntos e os brasileiros tomaram Monte Castello e Castelnuevo e os estadunidenses tomaram Belvedere e Della Torraccia. Essas conquistas foram importantes para a continuação da campanha dos Aliados, que puderam conquistar mais territórios e finalmente derrotar a chamada Linha Gótica do exército nazi-fascista que defendia o norte da Itália.
A FEB entrou no final da guerra, mas foi decisiva. Em 1945 ainda avançou até Susa e uniu-se aos franceses na defesa da fronteira com a Itália. O saldo da FEB foi de 450 praças, 13 oficiais e 8 pilotos mortos, somando ainda mais aproximadamente 12 mil feridos pelos combates.
A campanha do Brasil na guerra colocou em xeque o governo de Getúlio Vargas, que após o fim da mesma acabou sendo deposto do governo. Os militares voltaram ao Brasil saudados, foram grandes combatentes e aprisionaram 20 mil soldados inimigos, além de 80 canhões, 1500 viaturas e 4 mil cavalos. Mais tarde foi criada a Associação Nacional dos Veteranos da FEB para manter viva a memória desses bravos combatentes brasileiros.  







 
                     DETALHES E CURIOSIDADES SOBRE A CAMPANHA :
  • 21 submarinos alemães e dois italianos foram responsáveis pelo afundamento de trinta e seis navios mercantes brasileiros, causando mil, seiscentos e noventa e um (1691) náufragos e mil e setenta e quatro mortes (1074). Este foi o principal motivo que conduziu à declaração de guerra do Brasil aos países do eixo.
  • A FEB permaneceu ininterruptamente duzentos e trinta e nove dias em combate. Como exemplo de comparação, das quarenta e quatro divisões americanas que combateram no norte da África e Europa entre novembro de 1942 e maio de 1945, apenas doze estiveram ininterruptamente mais dias em combate que a divisão brasileira.
  • Apesar do latente racismo de parte do alto oficialato da FEB e da própria doutrina de então do exército brasileiro referente à formação de oficiais , a mesma era ao final de 1944 a única força miscigenada não oficialmente segregacionista entre as tropas aliadas combatentes na Europa.
  • Pelo apoio brasileiro às tropas aliadas, o município de Barreiros foi renomeado para Bayeux em 2 de junho de 1944, em homenagem à primeira cidade francesa (de mesmo nome) a ser libertada do poder nazista pelos aliados.
  • A FEB lutou contra nove divisões alemãs e três italianas, sofrendo quatrocentos e cinquenta e sete mortes, dois mil e sessenta e quatro feridos, e teve trinta e cinco homens aprisionados.
  • As principais vitórias da FEB tiveram lugar em Massarosa, Camaiore, Monte Prano, Monte Acuto, San Quirico d'Orcia, Gallicano, Barga, Monte Castello, La Serra, Castelnuovo, Soprassasso, Montese, Paravento, Zocca, Marano sul Panaro, Collecchio e Fornovo di Taro. Ao longo de toda sua campanha aprisionou 2 generais, 493 oficiais e 19.679 soldados inimigos, tendo sido a maior parte dos prisioneiros ( 14.779 ) capturada em Fornovo.
  • A FAB, com o 1º grupo de caça, teve abatidos dezesseis aviões, com perda de oito aviadores. Apesar de ter voado apenas 5% do total das missões efetuadas por todos os esquadrões sob o XXII comando aéreo tático aliado, entre novembro de 1944 e abril de 1945, neste período dentro desse total, foi responsável pela destruição de 85% dos depósitos de munição, 36% dos depósitos de combustível, 15% dos veículos motorizados (caminhões, tanques e locomotivas) inimigos, entre outras tarefas. Assim, por seu desempenho teve honrosa citação do congresso dos Estados Unidos.
  • Devido ao forte sexismo presente na sociedade brasileira da época, a participação de mulheres na FEB não era vista com bons olhos pelas autoridades, sendo desencorajada oficial e extra-oficialmente até mesmo na retarguarda em setores essenciais como enfermaria, sendo que nesta houve tentativa de boicote não apenas masculino, por parte de médicos militares brasileiros, mas inclusive de mulheres que se encontravam em posição de influência na política nacional.
  • Antes da rendição das forças alemãs ser oficializada a 2 de maio de 1945, a 148ª divisão foi a única divisão alemã capturada integralmente, incluindo seu comando, por uma força aliada ( no caso, a 1ª Divisão Brasileira ) durante toda a campanha da Itália. Pois desde a invasão da Sicília em julho de 1943 até a ofensiva na primavera de 1945, todas as demais divisões alemãs, independente das perdas sofridas, conseguiram se retirar ao norte sem se renderem.
  • Durante a tomada de Montese houve uma homenagem singular prestada a três soldados brasileiros que, em missão de patrulha, ao se depararem com toda uma companhia do exército alemão, tendo recebido ordem para se renderem, se recusaram e morreram lutando. Como reconhecimento à bravura e à coragem daqueles soldados, pela forma como combateram, os alemães os teriam enterrado em covas rasas e, junto às sepulturas colocado uma cruz com a inscrição "drei brasilianischen helden" (três heróis brasileiros). Eram eles - Arlindo Lúcio da Silva, Geraldo Baeta da Cruz e Geraldo Rodrigues de Souza, existe hoje no pátio de formatura do batalhão a qual pertenciam um monumento que os reverência.

 A MARINHA BRASILEIRA NA II GUERRA MUNDIAL





Obsoleta em termos de meios e incapaz de garantir a segurança no litoral brasileiro, no início de 1942, com a deflagração da Guerra Submarina pela Marinha Alemã, visando isolar o Reino Unido e a então União Soviética dos suprimentos e materiais necessários ao esforço de guerra aliado a partir do continente americano, a Marinha do Brasil viu-se obrigada a, entre 1942 e 1944, subordinar-se à Marinha dos Estados Unidos da América. Neste período foram estabelecidas várias bases navais nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, onde foi sediado o Comando Aliado do Atlântico Sul.
Mesmo assim dentro de suas limitações e com o reaparelhamento e a reorganização promovidos com os recursos norte-americanos, a Marinha Brasileira participou ativamente da Guerra anti-submarina não apenas no Atlântico Sul mas também na zona Central do Atlântico, além de participar da luta anti-submarina no Caribe e da guarda de comboios para o Norte de África e o mar Mediterrâneo. Desse modo, foi responsável, entre 1942 e 1945, pela condução de 574 operações de comboio envolvendo a proteção de 3164 navios mercantes de várias nacionalidades. Destes, os submarinos inimigos lograram afundar apenas três embarcações. Segundo documentação da Marinha Alemã, a Marinha Brasileira efetuou, ao longo do conflito, 66 ataques contra submarinos germânicos. Além desses, morreram 99 marinheiros da Marinha do Brasil no afundamento do Vital de Oliveira quando este foi atacado por submarinos alemães; além de cerca de 350 mortos em acidentes que resultaram no afundamento da corveta Camaquã, em 21 de julho de 1944 e cruzador Bahia, que explodiu acidentalmente e afundou, no dia 4 de julho de 1945, matando 333 homens.

Navio da Marinha Brasileira lança cargas de profundidade contra submarinos alemães, durante a Batalha do Atlântico, na II Guerra Mundial.

SENTA A PÚA !

Senta a Pua! é o símbolo e grito de guerra do 1º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira, tendo suas origens na Segunda Guerra Mundial.
O símbolo foi criado pelo então Capitão Aviador,Major-Brigadeiro Fortunato Câmara de Oliveira, Comandante da Esquadrilha Azul.




SIMBOLOGIA DO EMBLEMA :
  • Faixa externa verde-amarela - o Brasil
  • Avestruz - velocidade e maneabilidade do avião de caça e o estômago dos pilotos, que aguentava qualquer comida (referência à comida estrangeira norte-americana)
  • Quepe do avestruz - piloto da Força Aérea Brasileira
  • Escudo - a robustez do avião P-47 Thunderbolt e proteção ao piloto.
  • Fundo azul e estrelas - o céu do Brasil com o Cruzeiro do Sul
  • Revolver - poder de fogo do avião P-47 Thunderbolt
  • Nuvem - o espaço aéreo
  • Fumaça e estilhaços - a artilharia antiaérea inimiga
  • Fundo vermelho - o sangue derramado pelos pilotos na guerra
O grito de guerra "Senta a Púa" pode ser entendido também como "Senta o pau" ou "Desça o porrete".

Avião P-47 Thunderbolt usado pela FAB, com o emblema "SENTA A PUA !"

A Força Aérea Brasileira obteve seu batismo de fogo, porém de forma modesta, durante a Segunda Guerra Mundial participando da guerra anti-submarino no Atlântico Sul e, na Europa, como integrante da Força Expedicionária Brasileira que lutou ao lado dos Aliados na frente italiana. Foram enviadas para a Itália duas unidades aéreas da FAB, o 1º Grupo de Aviação de Caça, o Senta a Pua!, e a Primeira Esquadrilha de Ligação e Observação (1ª ELO). A Força Aérea Brasileira fez modestas contribuições ao esforço de guerra dos Aliados na 2 ª Guerra Mundial, especialmente na frente italiana. A FAB estava principalmente equipada com aviões americanos tais como o Thunderbolt P-47.
O submarino alemão U-199 foi afundado 31 de julho de 1943 no Atlântico Sul a leste do Rio de Janeiro, por bombas um avião Mariner americano (VP-74) e dois aviões brasileiros (Catalina e Hudson) da Força Aérea Brasileira. Houve 49 sobreviventes e 12 mortos.
Em 9 de novembro de 2003, foi inaugurado em Pianoro, Itália, mais precisamente no distrito de Livergnano, uma placa em homenagem ao 2º Tenente-Aviador John Richardson Cordeiro e Silva, primeiro piloto da FAB abatido em combate, e a todos os demais integrantes da Força Aérea que estiveram lutando na Itália durante a Segunda Guerra Mundial. A placa foi agregada ao monumento já existente em homenagem aos que morreram combatendo os fasci-nazistas na guerra. A localidade de Livergnano foi escolhida por ter sido o local onde a aeronave de caça do Ten Cordeiro, um P-47 Thunderbolt, foi abatida em 6 de novembro de 1944, pela temida Flak, bateria antiaérea alemã, no regresso de uma missão de combate no norte da Itália.




AVIÃO P-47 THUNDERBOLT NA PRAÇA DO EXPEDICIONÁRIO, EM CURITIBA - PR

O símbolo Senta a pua! exposto no National Museum of the U.S. Air Force.







MUSEU DO EXPEDICIONÁRIO
CURITIBA - PR






O Museu do Expedicionário, criado em 1946, ilustra a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial e, em especial, a participação dos soldados paranaenses.

Possui farto material histórico, incluindo muitas ilustrações, mapas, livros e documentos da época. Estão expostos vários materiais bélicos e armamentos utilizados na guerra pela Força Expedicionária Brasileira, pela Força Aérea Brasileira e pela Marinha de Guerra do Brasil.

O Museu do Expedicionário é  mantido pela Legião Paranaense do Expedicionário, órgão dos ex-combatentes  que serviram na Força Expedicionária Brasileira, durante a Segunda Grande Guerra.

Na Praça do Expedicionário, local onde fica o museu, estão expostos um tanque de guerra, um avião Thunderbolt e outros equipamentos de guerra utilizados no conflito mundial.












































































































FOTOS DE OUTROS MUSEUS DA FEB NO BRASIL :



























































ALGUMAS ARMAS UTILIZADAS PELA FEB E TROPAS INIMIGAS :

Revolver SW cal. 45 Contrato Brasileiro

Mauser 9mm broomhandle (alemã)
Colt .45 ACP
 

Revolver Smith Wesson cal. 38
Luger P-38  cal. 9mm
Luger 9mm Parabellum


Mauser cal. 32 ACP  (alemã)
Fuzil M1 Garand cal. 30-06



Fuzil Springfield cal. 30-06



Sub-metralhadora M-3  cal. 45 ACP
Sten Gun cal. 9mm



Fuzil STG 44  cal. 7,92


Browning Automatic Rifle cal. 30-06

Submetralhadora  PPSh 41  cal. 9mm

MP40 cal. 9x 19mm


Metralhadora MG42 cal. 7.92 x 57 mm (alemã)



Metralhadora pesada Browning  .30



Metralhadora pesada  Browning .50



Metralhadora pesada Vickers MK1 cal. 303



Metralhadora Type 96 cal.6.5x50 mm


Granada

Bazooka

Lança - chamas

Morteiro (principal responsavel pelas baixas brasileiras na Italia).




 PROPAGANDAS BRASILEIRAS DE GUERRA




 10 DE NOVEMBRO DE 1943













FOTOS DO CONFLITO




















Soldados nazistas












HEROIS DA FEB COM A BANDEIRA NAZISTA CAPTURADA EM CAMPANHA NA ITALIA



A MESMA BANDEIRA, ENCONTRADA HOJE NO MUSEU DA FEB :






VIDEO FILMADO PELOS ALEMÃES DURANTE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL 
(cenas fortes)







VIDEOS DA FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA NA ITALIA:


PARTE 1



PARTE 2






Hino da Força Expedicionária Brasileira - FEB.

Musica: Maestro Spartaco Rossi, poema de : Guilherme de Almeida.



Você sabe de onde eu venho ?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.

Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema
Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim!

Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Você sabe de onde eu venho ?
E de uma Pátria que eu tenho
No bôjo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacaranda,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.

Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.

Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz !

Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.




     


7-13-MCMXLII/MMXIII